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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Agora é Lei - Nota Fiscal Paulista para entidades de proteção aos animais


Foi sancionada, no Estado de São Paulo,  a Lei 14.728/12 , de autoria do deputado estadual Feliciano Filho, que estende os benefícios do Programa de Estímulo à Cidadania Fiscal (Nota Fiscal Paulista) às entidades de proteção animal sem fins lucrativos.
Esta lei é fundamental para ajudar as entidades de proteção animal a continuar esse importante trabalho de resgate, tratamento, castração, manutenção, conscientização da população e doação dos animais vítimas de sofrimento e maus tratos. Até então esse importante trabalho era realizado pelas entidades com recursos provenientes de poucas doações, vendas de camisetas ou realização de jantares beneficentes.
Este é mais um importantíssimo passo no caminho de proteger e defender os animais. Com o recebimentos das doações dos benefícios da Nota Fiscal Paulista as entidades poderão realizar um trabalho ainda maior e mais intenso.
“Estou muito feliz com a sanção deste projeto de lei,” declarou o deputado Feliciano. “Depois da Lei Feliciano, que proíbe a matança de cães e gatos sadios nos CCZs, canis públicos e congêneres, é o melhor projeto da causa animal, pois poderá gerar recursos para as entidades de proteção e defesa realizarem um trabalho que a maioria dos municípios não faz, que é a instituição de politicas públicas, tais como: resgates, tratamento, castração, identificação e manutenção dos animais até sua doação. Além de poderem trabalhar ainda mais intensamente na conscientização da população em relação à guarda responsável.”
“A grande vantagem,” continua o deputado, “é o fato de que qualquer pessoa poderá doar recursos para as entidades, sem botar a mão no bolso e, desta forma, ajudar a salvar muito mais os nossos amigos que não podem se defender, que não tem voz e nem a quem recorrer.”
A Lei aguarda a regulamentação onde serão definidos os critérios a serem seguidos pelas entidades para receberem os recursos.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Histórico - Gonzaga Prefeito de Tatuí SP inicia diálogo para implantar o Projeto postos veterinários



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Gonzaga receberá o título de
"Prefeito Libertador"
por implantar integralmente o projeto
Postos veterinários
O Sr. Luiz Gonzaga Vieira de Camargo, em memorável e histórica decisão inicia diálogo com a 'Família amigos dos animais de Tatuí', visando a implantação do revolucionário 'Projeto postos veterinários de proteção aos animais' - Solução definitiva para o sofrimento dos animais abandonados, sem aprisionar nem matar.

Se o nobre Prefeito Gonzaga decidir pela pioneira implantação do projeto em Tatuí, a cidade será referência para a proteção animal de todo Brasil e do exterior, exemplo de competência administrativa e exercício prático da ética. Com todo mérito ao Sr. Luiz Gonzaga Vieira de Camargo,Tatuí poderá em breve ostentar o título de "Capital nacional da proteção animal" - Cidade livre da crueldade com os animais abandonados.  Amém...                                                                                   


Tatuí, 10 de fevereiro de 2012.

Resposta ao ofício N. 106/12 - SMGNJ

Prezado Senhor Aniz Eduardo Boneder Amadei
Secretário de Governo e Negócios Jurídicos
Prefeitura Municipal de Tatuí - SP

As famílias amigos dos animais de Tatuí e de todo Brasil agradecem entusiasticamente a iniciativa da Prefeitura Municipal de Tatuí, por estar considerando a possibilidade de implantação do “Projeto postos veterinários de proteção aos animais - PVPA”.

O projeto ‘Postos veterinários’ está formatado para ser implantado em todos os municípios do Brasil, cada prefeitura fará adequações para atender a peculiaridades específicas. Para atingir o objetivo é imprescindível atender os três pilares que sustentam o projeto [1].

1 - Implantar os postos veterinários de proteção aos animais. Uma unidade para cada 25 mil habitantes do município [2].

2 - Os postos inicialmente devem executar as ‘esterilizações iniciais de ajuste’. A meta é esterilizar voluntária e gratuitamente 80% das fêmeas canino felinas do município [3].

3 - Participação cooperativa da comunidade nas ações e projetos dos postos [4].

O detalhamento do projeto pelos técnicos da prefeitura, antes, durante e após a implantação, deverá resultar na elaboração pela Prefeitura de Tatuí do definitivo ‘Projeto postos veterinários de proteção aos animais’, modelo que poderá ser implantado em todos os municípios do Brasil.

Respostas a indagações enviadas por Vossa Senhoria sobre o “Projeto Postos Veterinários de proteção aos animais - PVPA”. -

1 - Quantos postos V.S. pretende que sejam criados? Em quais bairros do município? Qual o tamanho adequado da área que o abrigaria.

R - O projeto prevê a criação de um posto veterinário para cada 25 mil habitantes do município. Em Tatuí, são necessários quatro postos [5]. Reduzir o número de postos condena o projeto a não atingir seus objetivos de controle.

Os técnicos da prefeitura deverão determinar a localização dos postos [6].

Os postos não albergarão animais, uma casa pequena, da prefeitura ou alugada, com + - 120 m2 de área construída, similar a um consultório veterinário simples[7].

2 - Como se daria o funcionamento? Atenderia em horário comercial ou 24 horas? 
              
R - Atendimento deverá ser apenas em horário comercial [8].

3 - Qual o custo? Existe um orçamento ou levantamento preliminar para que possamos ter uma ideia inicial?

R - Postos veterinários de proteção aos animais - Com a implantação dos postos veterinários o monitoramento eficiente do número de animais abandonados estará assegurado, as metas de redução do abandono serão necessariamente alcançadas. Além da vigilância eficaz para que o abandono não volte, após o término das estimadas seis mil ‘esterilizações iniciais de ajuste’, cada posto fará em média 2.400 atendimentos clínicos-veterinários/ano, gratuitos, além de inúmeras ações de proteção aos animais.

Custo estimado para a Implantação - Prefeitura aluga uma casa simples + - 120 m2 adaptando-a para a finalidade. A prefeitura fará a formatação física mais apropriada a sua realidade. Custo médio total dos equipamentos - R$ 25 mil por unidade. Para Tatuí o projeto prevê quatro postos com investimento total de R$ 100 mil. O custo real variará em função de condições específicas [9].

b - funcionamento - Custo mensal médio estimado - R$ 7,5 mil por unidade (material de consumo - luvas, algodão, gaze, seringa, talas, sondas, etc., medicamentos, anestésicos, salário veterinário integral (40hs), salário do auxiliar, aluguel casa simples, agua, luz, telefone e internet). O custo real variará em função de condições específicas [10].

4 - Qual a infraestrutura necessária? Serão necessários equipamentos veterinários e cirúrgicos específicos?

R - A prefeitura poderá usar instalações próprias eventualmente existentes e disponíveis ou optar por alugar uma residência simples no bairro.

Equipamentos necessários: Mesa de atendimento e mesa cirúrgica, armário vitrine e outro armário, mesa de escritório, armário de escritório, instrumental para esterilização, estufa para esterilização, aparelho de anestesia, cadeiras, Arquivo, etc., já incluídos no investimento de implantação [11].

5 - Quantos profissionais estariam envolvidos? Qual a qualificação exigida de tais profissionais?

R - Cada posto terá apenas um Veterinário e um auxiliar de serviços gerais [12]. O Veterinário deve preencher os requisitos da legislação. Ambos deverão exercer suas funções como verdadeiros protetores de animais profissionalizados.

6 - De que forma se dará o atendimento? Serão aceitos atendimentos emergências em domicílio?

R - Instalados, os postos serão operacionalizados em duas etapas. -

A - Inicialmente os postos funcionarão exclusivamente para executar as ‘esterilizações iniciais de ajuste’, até atingir o índice de 80% de esterilizações do total de fêmeas felino-caninas do município, inclusive área rural.

B - Após atingir o objetivo das ‘esterilizações iniciais de ajuste’, inicia-se o funcionamento normal dos postos, fazendo 10 atendimentos clínicos diários em cada unidade, eventuais esterilizações de fêmeas, cadastro dos lares provisórios, Blog de animais para adoção e achados/perdidos, prevenção e combate a maus-tratos a animais, etc. [13].

Não estão previstos atendimentos emergenciais em domicilio.

7 - Haverá impacto na atuação dos veterinários que possuem clínica particular? Poderá o projeto reduzir a clientela de tais profissionais?

R - A implantação do projeto postos veterinários abrirá imensa área de trabalho para veterinários. A distribuição da cartilha sobre esterilização e guarda responsável, aumentará consideravelmente o número de consultas nas clínicas particulares. Serão feitas sugestões de encaminhamento a veterinários particulares se identificadas doenças durante as “esterilizações iniciais de ajuste”.  

Os projetos de conscientização aumentarão as consultas nos consultórios particulares, e principalmente todos os veterinários terão a consciência tranquila por saber que a crueldade vivida pelos animais abandonados, a quem dedicam atenção incondicional, estará minimizada [14].

O atendimento nos postos disponível a todos, irá ser procurado basicamente por animais que normalmente não são encaminhados a veterinários. O atendimento nos postos é apenas clínico, sem exames complexos, radiografias, internações, etc. 

Quem já leva o animal a veterinário não irá usar rotineiramente os postos. Aumentará o atendimento nas clínicas particulares, considerando que haverá inúmeros encaminhamentos para exames e consultas de média e alta complexidade, que não serão realizados nos postos [15].

Haverá impacto altamente positivo no comércio, nas agropecuárias, farmácias, petshops, etc., considerando que cada posto fará em média 2.400 atendimentos clínicos por ano, dez mil novas receitas de medicamentos serão aviadas.

A implantação do projeto postos veterinários de proteção aos animais, além de beneficiar os veterinários, trará inúmeros outros benefícios, dentre eles destacamos [16]. -

1 - Benefícios para os animais - As esterilizações diminuem muito os riscos de doenças uterinas, do sistema reprodutor e câncer de mama, etc. O cruel e bárbaro abandono será minimizado. As consultas nos postos aliviarão o sofrimento dos doentes, que atualmente não são atendidos por veterinários, padecendo sem nenhum atendimento. Os maus tratos a animais serão desestimulados pelo encaminhamento as autoridades competentes dos casos verificados.

2 - Benefícios para a Prefeitura - Economia com resgate, alojamento, tratamento e encaminhamento para adoção dos animais. Gastos com a manutenção de milhares de animais nos abrigos particulares irá diminuir. Cidade mais limpa. População com menos riscos a doenças contagiosas. Visitantes voltam e recomendam cidade que trata bem o animal. Maior arrecadação de impostos com o incremento do comércio local de serviços, agropecuárias, farmácias, petshops, etc..

3 - Benefícios para o Prefeito - Aumento da credibilidade na opinião pública. Deixar marca histórica na administração. Evitar desgastes judiciais desnecessários. Consciência tranquila por saber que fez o possível para minimizar a crueldade vivida pelos animais abandonados. A população reconhece o exercício prático da ética.

Benefícios para os Protetores de animais - O sonho mais acalentado por todos protetores é ver o fim do abandono. Será possível dar atenção digna aos abrigados. Não irão mais chorar, com o coração apertado pela compaixão e preocupação, ao resgatar mais um, mesmo sabendo que não existem mais espaço nem dinheiro em suas casas.

Benefícios para todos - Menos violência, a crueldade com animais é incentivadora de padrões violentos. Mais saúde, com o efetivo controle de agentes que podem ser transmissores de doenças. Mais dignidade, o valor de uma cidade pode ser medido pela maneira como trata seus animais. Redução a quase zero de Zoonoses que podem ser transmitidas por animais abandonados e doentes, como leishmaniose, raiva, tuberculose, toxoplasmose, leptospirose, doenças de pele como as micoses, verminoses, entre muitas outras. Redução a quase zero dos acidentes com humanos feridos e/ou mortos, envolvendo animais errantes nas ruas e rodovias.

6 - Benefícios para Tatuí - No caso específico de Tatuí, os benefícios são incalculáveis... Além de termos a alma lavada, por sermos a primeira cidade no Brasil a solucionar definitivamente o sofrimento dos animais abandonados sem aprisionar nem matar, usando controle eficaz matemático e geograficamente planejado do controle da população de animais, seremos também a única cidade do Brasil com política pública eficaz para os animais, sem burocracias, de fácil implantação e baixíssimo custo.

Além de sermos a capital da música, seremos também a capital da proteção animal. O Brasil todo, e vários contatos no exterior estão ansiosamente de olhos voltados para a decisão de nosso nobre prefeito, pela implantação do projeto postos veterinários.

O fim do cruel e bárbaro sofrimento vivido pelos animais abandonados, sonhado em todo mundo por gerações de pessoas apaixonadas pela vida de animais humanos ou não, trará para Tatuí legiões de protetores de animais, prefeitos e Ongs, interessadas em conhecer o Prefeito a quem a história destinou a ser o “Prefeito Libertador”.

 Nosso Prefeito será considerado e lembrado como Estadista de visão revolucionária, pela decisão ética de relevância incomensurável, implantando integralmente o ‘Projeto postos veterinários’.

Nossa cidade terá considerável incremento do setor de serviços, hospedagens, restaurantes, taxis, diversão, etc.

8 - Em se tratando de animais em situação de abandono, qual o destino que se dará ao animal após o atendimento?

R - Na primeira fase de implantação do projeto, que estimamos será completada em no máximo um ano, com os postos funcionando apenas para as ‘esterilizações iniciais de ajuste’, todas as fêmeas canino-felinas errantes deverão ser esterilizadas e levadas para o local onde foram encontradas [17]. Os mais de quarenta santuários abrigos de animais em Tatuí estão superlotados com mais de 3.000 cães e gatos resgatados em situação de risco das ruas da cidade.

Diariamente vejo em nossa cidade protetoras em pranto por não terem mais espaço nem dinheiro em suas casas para acolher mais um que encontram moribundo e sofrendo, doente, rejeitado e desprezado pelos humanos, em quem depositavam total confiança e a quem dedicavam a mais pura lealdade.  Basta sair de casa para encontra-los, estimamos em mais de dois mil os abandonados em nossa cidade.  

A situação é de absoluta calamidade e a solução definitiva tem que começar por estancar drasticamente os nascimentos [18].

Encerradas as ‘esterilizações iniciais de ajuste’ os postos funcionarão normalmente, e os animais abandonados, deverão ser paulatinamente resgatados das ruas, levados aos postos, medicados e encaminhados aos ‘lares provisórios’ [19] oferecidos gratuitamente pelos protetores de animais da cidade, que atualmente já fazem resgates, e irão trabalhar intensamente com os postos e a rede de protetores parceiros dos postos, para que sejam adotados.

Só nas cinco ‘famílias amigos dos animais de Tatuí’[20] estão reunidas mais de uma centena destes protetores que cooperarão voluntária e intensamente com os postos para abrigar e encontrar adoção para os resgatados. Casos especiais, como animais de grande porte, acidentados, que exigem atenção especial serão encaminhados aos ‘lares provisórios conveniados’ [21], os atuais santuários abrigos, com as despesas pagas pela prefeitura. Reabilitados, os santuários e toda rede de protetores e postos irá trabalhar intensamente para que sejam adotados.

Os atuais santuários abrigos, atualmente superlotados com mais de três mil animais só em Tatuí, são mantidos com descomunal dificuldade financeira e emocional por ‘anjos’ protetores que se vestem de humanos para nos ensinar amor e compaixão. 

Em poucos anos após a implantação do projeto postos veterinários, a população animal destes santuários começará a diminuir, sendo possível dar atenção e dignidade aos que ali continuarão, por impossibilidade de encontrar adoção, pela idade, deficiências, etc. [22].

Após o início de funcionamento normal dos postos, o número de animais abandonados que perambulam pelas ruas irá diminuir paulatinamente, acompanhado por monitoramento matemático eficaz.  

Em poucos anos estará solucionado definitivamente o sofrimento dos animais abandonados em nossa cidade, e os postos continuarão indefinidamente o monitoramento para que não volte [23].

Os postos irão criar um único Blog de adoções para todo município, administrado pelos veterinários e pelos ‘lares provisórios’, facilitando muito encontrar adotantes para os animais. O mesmo blog será usado para anunciar e encontrar animais perdidos. Todos os animais encontrados abandonados e levados aos postos ou a um ‘lar provisório’ voluntário ou conveniado deverão ser imediatamente fotografados e postados no blog.  

Encontrar animais perdidos será questão de horas... Solução de custo Zero e enorme valor emocional [24].

9 - Os postos aceitarão somente cães em situação de abandono ou também os demais?

R - A implantação do projeto postos veterinários de proteção aos animais - PVPA, soluciona definitivamente a superpopulação animal, raiz do abandono de animais.
Também institui política pública municipal de proteção aos animais. Todos os animais deverão ser objeto de atenção e atendimento nos postos, sejam eles domiciliados ou não [25].

10 - De que forma o Grupo ‘Família Amigos dos Animais’ poderá colaborar com o município?

R - A participação voluntariosa e cooperativa da sociedade, através de parcerias dos postos veterinários com Ongs, empresas e principalmente com os protetores autônomos, é imprescindível para que os objetivos do projeto postos veterinários seja alcançado.

Análise histórica visível a todos envolvidos em proteção animal demonstra que sozinho o poder público não conseguiu dar solução definitiva e ética para o abandono de animais em nenhum município do Brasil. 

Tampouco a sociedade, através das Ongs e protetores autônomos conseguem avançar para solução definitiva, apesar de intensos e exaustivos projetos desenvolvidos em muitas cidades.

O ‘Projeto postos veterinários de proteção aos animais une prefeitura e sociedade em parcerias, para que finalmente o sonhado objetivo de encontrar a solução definitiva, eficaz e ética, sem aprisionar nem matar os animais seja alcançado.

As famílias amigos dos animais, em Tatuí já foram iniciadas cinco e muitas outras surgirão, reúnem informalmente centenas de protetores autônomos de animais e milhares de simpatizantes do projeto postos veterinários. Os coordenadores se comunicam com ‘suas’ famílias através de e-mails e das redes sociais da internet.

O objetivo exclusivo das ‘famílias amigos dos animais’ é convencer os prefeitos a executar o projeto postos veterinários de proteção aos animais. 

Atingido o objetivo e implantado os postos veterinários, as ‘famílias’ organizadas e mobilizadas irão colaborar intensamente em parcerias não remuneradas de iniciativa dos postos veterinários.

Desde já as famílias amigos dos animais se oferecem para desenvolver e executar projetos relativos a implantação dos postos veterinários.

Colocamo-nos a total disposição da prefeitura, para tudo que julgarem sejamos capazes de fazer. Citamos alguns itens, sempre de iniciativa e sob controle da prefeitura, e sem nenhuma remuneração. -

1 - Decidida a implantação do projeto postos veterinários, antecipadamente solicitamos autorização da prefeitura para elaborar e executar projeto para queos protetores membros das famílias amigos dos animais iniciem a reabilitação e encaminhamento para adoção de todos os animais que estão no canil municipal - CCZ - Zoonoses.

2 - Elaborar o projeto da cartilha que será utilizada na ‘fase inicial de ajuste’ [26], explicando as vantagens da esterilização das fêmeas para estimular a população a participar.

3 - Auxiliar os veterinários dos postos no cadastramento dos animais do município, executado pari passu com as ‘esterilizações iniciais de ajuste’. [27].

4 - Cadastrar os potenciais ‘lares temporários’ voluntários e conveniados [28].

5 - Auxiliar os postos na logística de trazer os animais que serão esterilizados até o posto, de pessoas com dificuldade para fazê-lo [29]. Auxiliar na busca e encaminhamento sem violência dos animais errantes para os postos, e retorna-los depois de recuperados da esterilização.

6 - Auxiliar na elaboração e execução de projeto de divulgação da implantação dos postos, conscientizando a população sobre os benefícios da esterilização e informações para prevenção de maus-tratos a animais.

7 - Auxiliar na elaboração e execução de amplo projeto de divulgação da implantação do projeto na mídia local, regional e nacional, visando atrair visitantes ligados a proteção animal e prefeituras, incrementando o setor se serviços da cidade.

Vale notar que os mais de cem protetores autônomos que fazem resgates de animais membros das cinco ‘família amigos dos animais’ já colaboram com a prefeitura, ao fazerem os atuais resgates de milhares de animais em situação de risco, levar a veterinários, comprar os medicamentos, reabilitar e encaminhar para a dificílima adoção. 

Em Tatuí existem mais de trinta santuários/abrigos de animais resgatados das ruas em situação de risco, superlotados com mais de três mil cães, gatos e cavalos.

Milhares de animais são mantidos nos abrigos por falta de adotantes, considerando que os nascimentos não cessam e continuam em progressão geométrica.  

As despesas dos santuários/abrigos com os resgates, veterinários, medicamentos, hospedagens, alimentação, etc. são custeados integralmente pelos protetores autônomos.

Os protetores de animais que fazem resgates de animais em situação de risco, em gesto de nobreza, compaixão e altivez, não fecham os olhos ao sofrimento cruel e bárbaro destes seres inocentes, fracos e subjugados pela maldade humana.

Os protetores de animais membros das famílias amigos dos animais, assim como todos os protetores da cidade, continuarão auxiliando o município nos resgates, reabilitação e adoção dos animais abandonados, e com a autorização da prefeitura deseja também reabilitar e encaminhar para adoção os animais do canil municipal de Tatuí.

Estamos ansiosos para fazer muito mais, participando efetivamente em parcerias não remuneradas com os postos veterinários [30].

 Para que o sonho de ver o fim do sofrimento dos animais abandonados se realize, e possamos enxugar as lágrimas que não cessam dia e noite, para que nenhum animal seja aprisionado nem morto nos canis municipais de todo Brasil, para que os que continuam nas ruas encontrem um lar de onde nunca deveriam ser expulsos, para que não haja mais os nascimentos incontrolados que trazem ao mundo criaturas sensíveis apenas para sofrer.

11 - Existe projeto similar executado com êxito em outro município? Qual?

R - O ‘Projeto postos veterinários de proteção aos animais’ é inédito e revolucionário. Não é do meu conhecimento a existência de outro similar.   

Tatuí poderá ser o primeiro município do Brasil a solucionar definitivamente o sofrimento dos animais abandonados, sem aprisionar nem matar.

Agradeço muitíssimo se transmitir ao nosso visionário Prefeito a mensagem abaixo.

Estimado e ilustre Prefeito de Tatuí, Sr. Luiz Gonzaga Vieira de Camargo.

Com muita ansiedade e esperança, os mais de quatro mil tatuianos simpatizantes e dezenas de milhares de protetores de animais em todo Brasil, lhe suplicam para que considere a implantação do ‘Projeto postos veterinários de proteção aos animais’.

Aceite nossa eterna e inesquecível gratidão.

Aguardamos com ansiedade sem limites e certeza absoluta uma resposta afirmativa pela implantação em nosso município do “Projeto postos veterinários de proteção aos animais”.

Atenciosamente,

José M. Franson

Coordenador da “Família amigos dos animais de Tatuí - José Franson”
Tatuí - SP





Todas as referências remetem ao “Projeto postos veterinários de proteção aos animais”.
[1] - Item H-6 - 
[2] - Item B 
[3] - Item B-1-A
[4] - Item B-6, B-7, H-7
[5] - Item I-8
[6] - Item B-8
[7] - Item B-4, B-1, F-2-A
[8] - Item B-1
[9] - Item F-2-A
[10] - Item F-2-B
[11] - Item F-2-A
[12] - Item B-1, B-3
[13] - Item B-1-A e B
[14] - Item G-2
[15] - Item I-9
[16] - Item G
[17] - Item h-5, E-2
[18] - Item D
[19] - Item B-5
[20] - Item H-7
[21] - Item B-5
[22] - Item 5-A
[23] - Item E-5
[24] - Item 5-B, I-1, I-12
[25] - Item A, B-4
[26] - Item E-1
[27] - Item E-1
[28] - Item B-5
[29] - Item E-2
[30] - Item B-6

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Veja também -
Manual como iniciar uma família amigos dos animais Como convencer seu prefeito a executar o projeto


Projeto postos veterinários - Resumo, usado para divulgação.

Veja também - 

Proteção animal  - Estamos todos no mesmo barco


domingo, 18 de dezembro de 2011

Solução definitiva sofrimento dos animais abandonados

Projeto “Postos Veterinários de Proteção aos Animais”
Solução definitiva para o sofrimento dos animais abandonados

A - Objetivos - Instituir política pública municipal de proteção aos animais. Solucionar definitivamente o controle de natalidade da população canina/felina do município, principal vetor do abandono de animais.

B - Como os objetivos serão alcançados 

Com a implantação de postos veterinários de proteção aos animais e a execução das “esterilizações iniciais de ajuste”, visando esterilizar voluntária e gratuitamente 80 % das fêmeas caninas e felinas, domiciliadas ou não.

1 - Equipe de veterinários especificamente contratada pela prefeitura para executar a fase inicial do projeto, denominada “Esterilizações iniciais de ajuste”, se instala em um bairro e só se desloca para outro depois de atingido o índice de 80 % de esterilizações, até atingir a totalidade do município, inclusive área rural.

2 - Instalar postos veterinários de proteção animal, para o correto monitoramento posterior a fase inicial das esterilizações de ajuste, fazendo eventuais esterilizações visando manter o controle da população canina/felina. Com uma unidade para cada grupo de 25 mil habitantes humanos, o posto veterinário é uma casa simples, com apenas um veterinário/protetor de animais, tempo integral, e um auxiliar faz tudo.

 3 - Os postos farão o monitoramento anual dos animais abandonados, visando atingir e manter a meta de redução do abandono no município, se necessário incrementando as castrações de controle, usando os dados obtidos na fase “esterilizações iniciais de ajuste”.

4 - O Veterinário usará parte do seu tempo na função de “protetor de animais profissionalizado”, sendo um ativista eficiente de proteção animal em toda sua extensão. Os postos de proteção aos animais farão gratuitamente atendimento clínico (média de 10 consultas diárias).

5 - Não albergará animais.

6 - Fará acompanhamento e resgate de animais abandonados em situação de risco, providenciando adoções para todos. Terá programa de cooperação com protetores independentes e ONGs para reabilitação e adoção, incentivando, cadastrando e assistindo os lares provisórios conveniados (os atuais abrigos independentes) para os casos que exigem atenção especial, com estadia paga pela prefeitura, e os lares provisórios voluntários sem remuneração para a maioria dos casos. Fará o cadastro de lares provisórios específicos para animais de grande porte, eqüinos e outros, que reabilitados serão encaminhados a fiéis depositários.

7 – Em parceria com os protetores de animais conceberá e executará projetos de conscientização de proteção animal. Fará parcerias com escolas do bairro para o ensino de protecionismo na prática. Atuará permanentemente na prevenção de maus-tratos a animais. Treinará a Guarda Municipal, fiscais da prefeitura e agentes policiais para “olhar” maus-tratos a animais. Irá propor que o MP – Ministério Público, prefeitura, Polícia Militar (PM – BM - Bombeiros), Polícia Civil e protetores – ONGs, trabalhem em conjunto e estabeleçam funções e coordenação para identificação e encaminhamento para punição de maus-tratos a animais.

8 - Os postos deverão nas primeiras semanas de funcionamento providenciar adoções para todos os animais do canil do CCZ, em parceria com protetores independentes e ONGs.

9 - O modelo atual baseado no canil municipal do CCZ é degradante, caro e ineficiente, foi superado, tornou-se antiquado por usar técnicas medievais, como o assassinato e/ou aprisionamento de inocentes, inaceitáveis em sociedades modernas. No canil do CCZ o tratamento dispensado aos animais é cruel, injusto e antiético. O mais comum é serem mortos por ‘eutanásia’ ou deixados a própria sorte no meio a doenças contagiosas para morrer agonizando lentamente. Nos melhores ficam prisioneiros amontoados em baias pequenas e/ou lotadas, idênticas a campos de concentração de prisioneiros. Implantar os postos veterinários de proteção aos animais, projeto de baixíssimo custo é imprescindível para o resgate inadiável da dívida ética que todos temos, com altivez e nobre dignidade, presentes nos Prefeitos que serão lembrados como estadistas libertadores.

C - Por que a Prefeitura deve executar o projeto “Postos Veterinários de Proteção aos Animais”


1 - Economizar dinheiro do contribuinte - Animais abandonados exigem estrutura física e de pessoal para resgate, administração, veículos, tratamento e encaminhamento para adoção, etc. Reduzindo os resgates ao mínimo, haverá considerável diminuição de gastos e principalmente não haverá aumentos futuros, considerando as leis já existentes ou que serão em breve aprovadas em todo Brasil, proibindo os municípios matar os animais recolhidos. Redução de gastos com milhares de cães e gatos resgatados das ruas em situação de risco, mantidos por protetores autônomos em abrigos particulares. Por lei os Prefeitos devem pagar os gastos com ração, medicamentos e veterinários. Despesas com atendimento médico a humanos vítimas de acidentes envolvendo animais serão minimizadas. Redução a quase zero de despesas médico hospitalares para tratamento de Zoonoses que podem ser transmitidas por animais de rua, como leishmaniose, raiva, tuberculose, toxoplasmose, leptospirose, doenças de pele como as micoses, verminoses, entre muitas outras.

2 - Respeito as leis - A lei define o Prefeito como tutor legal dos animais abandonados do município, sendo legalmente responsável por suas vidas e bem estar. A esterilização é o único meio eficaz para evitar a proliferação indesejada. Em muitos municípios onde o Judiciário foi acionado, para evitar sanções legais, os Prefeitos fizeram ajustes de conduta com o Ministério Público, que necessariamente incluíram projetos de esterilizações. Autoridade legal respeita animal.

3 - Ética - O interminável sofrimento vivido pelos animais abandonados, frutos da crueldade de humanos sem coração nem ética, conduz o prefeito, tutor legal dos animais não domiciliados que vivem no município, a iniciativas visando minimizar tais atrocidades. A esterilização, regulando a natalidade, evita os abandonos. Os atendimentos clínicos nos postos amenizarão o sofrimento dos animais que adoecem e que de outra maneira não receberiam atendimento veterinário. Os maus tratos a animais deixarão de continuar impunes. Os programas de conscientização ajudarão a tornar nossa sociedade menos violenta. A dor é igual no homem e no animal.

4 - Evitar acidentes - Muitas mortes e traumas serão evitados, resultados de acidentes com animais nas ruas e rodovias.

5 - Saúde Pública – Animal abandonado tem suas defesas imunológicas diminuídas pela fome, tristeza e solidão, sendo presa fácil para inúmeras doenças, que podem transmitir a outros animais e a nós humanos. A leishmaniose é caso típico estando presente em muitas  cidades, causando vítimas fatais que podem ser evitadas. Diminuindo o abandono a níveis mínimos, o projeto “postos veterinários de proteção aos animais” ameniza muito os riscos de transmissão de leishmaniose e da raiva, que é a doença de maior preocupação pública, assim como tuberculose, toxoplasmose, leptospirose, doenças de pele como as micoses, verminoses, entre muitas outras, tornando os cidadãos muito mais protegidos, prioridade de todos os Prefeitos.
D - Por que executar as “esterilizações iniciais de ajuste”

1 - Ineficácia dos métodos tradicionais - Não se têm conhecimento de nenhuma cidade do Brasil que tenha solucionado o abandono de animais com os inúmeros programas de esterilização existentes. Esterilizações em CCZs, mutirões de iniciativas de ONGs, etc., se mostram incapazes de solucionar o controle da natalidade. Em todas as cidades, mesmo as que têm projetos convencionais de esterilização, os canis dos CCZs estão sem vagas, com animais vivendo aprisionados em cruel sofrimento. Da mesma maneira, os abrigos particulares e protetores independentes em todo Brasil estão lotados e sem dinheiro, incapazes de acolher novos animais que padecem nas ruas. Urge que se tomem iniciativas eficientes.

2 - Controle efetivo - O projeto ”Postos veterinários de proteção aos animais” prevê o controle efetivo do número de animais abandonados, pré e pós execução das “esterilizações iniciais de ajuste”, tornando possível correções posteriores no número das castrações convencionais, normalmente realizadas pelos postos,  para que o abandono seja reduzido ao mínimo, sendo absorvido pela comunidade por adoções, sem necessidade de aprisionar e/ou matar os animais.

E - Como as “Esterilizações iniciais de ajuste” serão executadas

1 - Controle pré-execução - De segunda a sexta-feira será feito levantamento pré-execução, com equipe de quatro agentes, sendo um coordenador, para visitar todos os imóveis do bairro, anotando o número de cães/gatos, sexo, etc., fazendo as inscrições assinada pelo morador para a esterilização das fêmeas canino/felinas. Entregarão cartilha com explicações sobre os benefícios da esterilização, cuidados com animais, posse responsável, e prevenção de maus tratos, anexada ao impresso com data e local das esterilizações e os cuidados pré-operatórios. Anotará todos os animais errantes, não domiciliados. Para as fêmeas que estiverem no cio será anotada data 15 dias após o próximo sábado para a castração, provavelmente em bairro vizinho.

2 - Execução - Com os dados coletados, a equipe se instala na escola do bairro, todo sábado e domingo, até atingir o número de esterilizações necessárias para atingir o percentual  de 80 % das fêmeas cadastradas na pré-execução. Cada equipe com seis veterinários faz em média 250 esterilizações a cada final de semana. As fêmeas abandonadas, não domiciliadas, deverão ser recolhidas no dia por funcionários da Prefeitura treinados para não usar métodos violentos de captura, esterilizadas, observadas em local apropriado até que estejam aptas para voltar ao local onde foram encontradas. O próximo bairro será sempre o adjacente. A todas será dado vermífugo. Se verificada doenças haverá sugestão por escrito de encaminhamento a veterinário particular. Será entregue por escrito as recomendações do pós-operatório. Equipe poderá aceitar nos procedimentos não médicos, trabalho voluntário de protetores de animais. Deverão ser aceitas todas as fêmeas do bairro ou não. Terminado o rodízio de bairros, se não alcançado a meta de 80 %, deverão ser revisitados os endereços de fêmeas cadastradas e não esterilizadas.

3 - Método de esterilização  - Cirurgia das fêmeas com idade a partir dos 2 meses, usando a moderna técnica do gancho, minimamente invasiva, sem pontos externos, com  anestesia geral inalatória,  recuperação rápida e segura, em  poucas horas após a cirurgia os animais estão plenamente restabelecidos e aptos ao convívio.

4 - Local  das castrações - Na escola do bairro, em sala higienizada pelos organizadores, aos sábados e domingos, até atingir o percentual de 80 %.

5 - Controle pós-execução - Anualmente, após a execução do projeto, deverá ser feito levantamento do número de animais abandonados, por amostragem e verificação dos dados de resgates feitos pelos postos e pelos lares provisórios previstos no projeto. Analisados permitirão fazer ajustes pontuais, com eventual aumento das esterilizações gratuitas normalmente realizadas pelos postos veterinários. Este acompanhamento é determinante. Em poucos anos estará solucionado o abandono de animais. Não havendo excesso de nascimentos, os poucos abandonados serão adotados na própria comunidade, ficando com os postos veterinários da prefeitura e protetores autônomos os raros casos mais graves. No caso de esterilizações de ajustes pontuais, os postos usarão as fichas da pré e pós execução, com endereço das fêmeas não castradas.

F - Quanto a Prefeitura irá gastar para executar o projeto ”Postos Veterinários de proteção aos animais”

1 - Projeto - Este projeto foi concebido e elaborado por protetores que dedicam boa parte de suas vidas para mudar a cruel realidade vivida pelos animais abandonados. Não tem preço. È gratuito.

2 - Levantamentos pré e pós-execução das esterilizações iniciais de ajuste - A pré-execução poderá ser realizada por funcionários da prefeitura. Custo irrelevante no contexto do projeto. Na pós-execução o levantamento apenas dos cães abandonados será por amostragem e análise de relatórios dos lares provisórios (abrigos independentes conveniados ou não) já cadastrados pelo posto, sem custos adicionais.
3 - “Esterilizações iniciais de ajuste” - A equipe de veterinários contratados pela Prefeitura especificamente para execução das “esterilizações iniciais de ajuste” é a responsável por todos os procedimentos necessários, como transporte de pessoal, instrumental, anestésicos, limpeza, etc., cobrando por esterilização realizada. Calcula-se o valor médio total para executar as “castrações iniciais de ajuste”, multiplicando o valor unitário médio da cirurgia pelo número médio de esterilizações necessárias para atingir o índice de 80% do total de fêmeas caninas e felinas. Preço unitário médio da esterilização R$ 50,00. (Fev. 2011). Calcular o número médio das esterilizações necessárias em 6 % do número de habitantes humanos do município. Exemplo - Custo médio total para município com 100 mil habitantes = R$ 300 mil. Custo médio por habitante humano em qualquer município = R$ 3,00 (cálculos no detalhamento).

4 - Postos veterinários de proteção aos animais - Com a implantação dos postos veterinários o monitoramento eficiente do número de animais abandonados estará assegurado, as metas de redução do abandono serão necessariamente alcançadas. Além da vigilância eficaz para que o abandono não volte, os postos farão em média 2.400 atendimentos clínicos/ano em cada unidade e inúmeras ações de proteção aos animais.

a - Implantação - Prefeitura aluga uma casa simples aproximadamente 120 m2,  e adapta para a finalidade. Cada prefeitura fará a formatação física mais apropriada a sua realidade. Custo médio total dos equipamentos para funcionamento (+/-) R$ 25 mil por unidade (Compreende: Mesa de atendimento e mesa cirúrgica, armário vitrine e outro armário, mesa de escritório, armário de escritório, instrumental, estufa esterilização, aparelho de anestesia, cadeiras, Arquivo, Computador) O custo real variará em função de condições específicas de cada município.

b - funcionamento - Custo mensal médio (+/-) R$ 10 mil por unidade (material de consumo [luvas, algodão, gase, seringa, talas, sondas, etc., medicamentos, anestésicos, salário veterinário integral (40hs) (3.500,00), salário auxiliar (800,00), aluguel até R$ 1 mil, etc.) O custo real variará em função de condições específicas de cada município.

G - Quem será beneficiado

1 - Benefícios para os animais - As esterilizações diminuem muito os riscos de doenças uterinas, do sistema reprodutor e câncer de mama, etc. O cruel e bárbaro abandono será minimizado. As consultas nos postos aliviarão o sofrimento dos doentes, que atualmente não são atendidos por veterinários, padecendo sem nenhum atendimento. Os maus tratos a animais serão desestimulados pelo encaminhamento as autoridades competentes dos casos verificados.

2 - Benefícios para os Veterinários - Abertura de imensa área de trabalho para veterinários. A distribuição da cartilha sobre esterilização e posse responsável, aumentará consideravelmente o número de consultas nas clínicas particulares. Diminuirá o socorro gratuito prestado a animais trazidos por protetores autônomos. Aumento nas consultas. Serão feitas sugestões de encaminhamento a veterinários particulares se identificadas doenças durante as “esterilizações iniciais de ajuste”.  Os projetos de conscientização aumentarão as consultas nos consultórios particulares, e principalmente terão a consciência tranqüila por saber que a crueldade vivida pelos animais abandonados, a quem dedicam atenção incondicional, estará minimizada.

3 - Benefícios para a Prefeitura - Economia com resgate, alojamento, tratamento e encaminhamento para adoção dos animais. Gastos com a manutenção de milhares de animais nos abrigos particulares irá diminuir. Cidade mais limpa. População com menos riscos a doenças contagiosas. Visitantes voltam e recomendam cidade que trata bem o animal.

4 - Benefícios para o Prefeito - Aumento da credibilidade na opinião pública. Deixar marca histórica na administração. Evitar desgastes judiciais desnecessários. Consciência tranqüila por saber que fez o possível para minimizar a crueldade vivida pelos animais abandonados. A população reconhece o exercício prático da ética.

4 - Benefícios para os Protetores de animais - O sonho mais acalentado por todos protetores é ver o fim do abandono. Será possível dar atenção digna aos abrigados. Não irão mais chorar, com o coração apertado pela compaixão e preocupação, ao resgatar mais um, mesmo sabendo que não existem mais espaço nem dinheiro em suas casas.
5 - Benefícios para todos - Menos violência, a crueldade com animais é incentivadora de padrões violentos. Mais saúde, com o efetivo controle de agentes que podem ser transmissores de doenças. Mais dignidade, o valor de uma cidade pode ser medido pela maneira como trata seus animais.

H - Anotações Gerais
1 - Preço unitário da cirurgia de esterilização - O preço unitário da esterilização deverá ser único, independente do porte ou gênero do animal. Os veterinários ofertarão para a Prefeitura o preço considerando a média das cirurgias que serão praticadas.

2 - Prazo de execução - Planejar a cobertura de  todo município no tempo mínimo possível, procurando não exceder um ano, minimizando a fecundação resultante de movimentações de fêmeas não esterilizadas vindas de bairros onde o projeto ainda não foi executado.

3 - Dia da proteção animal na escola - Na escola o dia anterior a esterilização deverá ser dedicado exclusivamente a matérias e atividades relacionadas à proteção animal com ênfase na relação abandono/esterilização, e na prevenção a maus tratos, usando a cartilha da fase pré-execução como base. Todos os alunos receberão a cartilha. Recomendar para que incentivem os a pais a trazerem os animais.

4 - Projeto executável em todos os municípios - O projeto é genérico e pode ser executado em todos os municípios adaptando-se as condições locais.

5 - Pós-cirugia dos animais de rua - Usando a moderna técnica do gancho nas cirurgias, em poucas horas animal está totalmente apto para ser conduzido ao local onde foi encontrado. Por não existirem pontos externos não existe a retirada de pontos. Recomenda-se que os animais de rua sejam castrados na parte da manhã. Os organizadores poderão aceitar ajuda de protetores voluntários nos cuidados pós-operatórios.

6 - Projeto não pode ser desmembrado - Para atingir os objetivos, as “esterilizações iniciais de ajuste” e os postos veterinários serão implementados ao mesmo tempo. È necessário e imprescindível neste projeto, que a nova concepção de gestão presente nos postos veterinários de proteção aos animais, esteja em funcionamento antes do término das “esterilizações iniciais de ajuste”, iniciando o monitoramento e acompanhamento minucioso da pós-execução. Em pouco tempo após a implantação dos postos veterinários o canil municipal ou canil do CCZ não terá mais utilidade, podendo ser desativado. Vale lembrar - Alcançar o objetivo de reduzir o abandono ao mínimo, só será possível se o projeto for executado baseado no tripé - 1 - Esterilizações iniciais de ajuste, planejada. 2 - Implantação dos postos veterinários de proteção aos animais. 3 - Acompanhamento dos postos veterinários pelos protetores "amigos do posto veterinário" ONGs, etc.

7 - Amigos do posto veterinário - Para que os postos veterinários de proteção aos animais alcancem plenamente os objetivos a que se propõem, é fundamental a efetiva participação cooperativa dos protetores de animais residentes na área de abrangência de cada posto. Sugere-se que os protetores organizem para cada posto um grupo que poderá se denominar “Família amigos dos animais de .......”.

I - Detalhamento - Perguntas freqüentes respondidas

1 - O projeto fala em Castração. Qual a relação direta em castrar um animal domiciliado e o abandono?

Convivendo com a realidade dos animais abandonados, aprendemos que os animais de rua têm vida muito curta. São poucos os filhotes nascidos de mães de rua que sobrevivem se não forem adotados. De onde vêm as caixinhas de papelão cheia de filhotes, que todo protetor conhece bem? Os animais que estão nas ruas provêm em sua imensa maioria de crias provenientes de animais domiciliados, abandonados logo após o desmame ou quando crescem e o “tutor” ou familiares não os quer por variados motivos, talvez o principal seja não querer muitos animais na casa. Se esterilizarmos 80 % das fêmeas domiciliadas ou não, inevitavelmente diminuirá a natalidade, reduzindo drasticamente o “descarte” para as ruas.
Boa parte dos abandonados são animais que se perdem quase sempre por descuido dos “tutores”. Com a esterilização se reduz a população total de animais, diminuindo proporcionalmente os animais perdidos. Os postos de cada município criarão um blog na internet, onde serão cadastrados com detalhes e fotos todos os animais encontrados / resgatados pelos postos e pelos lares provisórios conveniados ou não, facilitando muito encontrar os animais perdidos. Sempre haverá o abandono de cães comprados, herdados, etc., razão porque o projeto não fala em zerar o abandono, mas sua diminuição a níveis mínimos, que possam ser absorvidos pela comunidade, sem projetos intensivos de adoção.

2 - O “proprietário” não é obrigado a esterilizar seu animal. A meta de 80% pode não ser atingida. O que será feito para que essa meta seja atingida.

O projeto prevê no final das “esterilizações iniciais de ajuste”, as revisitas nas residências cadastradas na pré-execução para tentar atingir a meta. Se mesmo assim, a meta de 80 % não for alcançada, os postos veterinários previstos no projeto, deverão dar atenção especial às esterilizações de fêmeas na sua área de atuação, incrementado as esterilizações de ajuste e fazendo o monitoramento minucioso dos abandonados, verificando se o percentual atingido de esterilizações reduziu o abandono a níveis que sejam absorvíveis a contento pelos programas de adoção realizados pelos postos em parceria com protetores e ONGs. (amigos do posto veterinário, etc.).

O bom senso nos leva a pensar que no primeiro ano após as esterilizações o abandono cairá verticalmente. No segundo ano, o monitoramento minucioso, fará verificação numérica de animais encaminhados pelos postos veterinários aos Lares provisórios conveniados (os atuais abrigos independentes) e aos lares provisórios voluntários, que somados as entradas nos abrigos, não provenientes dos postos, dará o número de abandonados no ano. Será calculado também o número de adoções feitas pelos programas criteriosos de adoção do posto veterinário, pelos lares provisórios conveniados e pelos lares provisórios voluntários. Subtraindo-se o número de adoções do número de entradas, teremos um resultado negativo, significando que o abandono está sendo absorvido a contento, e em poucos anos deverá atingir níveis mínimos e estabilizar, quando os animais abandonados serão facilmente absorvidos pela comunidade sem necessidade de intensivos programas de adoção.  Neste segundo ano todos os animais abandonados deverão ser resgatados e abrigados nos lares temporários conveniados e voluntários e intensificado os programas de adoção, visando inclusive diminuir os animais nos abrigos independentes atualmente superlotados. Em poucos anos os programas de adoção intensivos não serão mais necessários, quando se considerará que a meta de redução do abandono terá sido alcançada. Os postos deverão continuar indefinidamente o monitoramento. O sofrimento dos animais abandonados estará definitivamente solucionado.

Penso que não será necessário, mas se após o segundo ano, o número de abandonos não cair a níveis mínimos aceitáveis, estando “saturado” o percentual de esterilizações voluntárias, deve ser sugerido a Prefeitura que seja instituída uma taxa de “licença para possuir fêmea canina/felina fértil”, com valores se necessários crescentes ano a ano, até que o nível do abandono seja o mínimo facilmente absorvível pela comunidade, sem programas intensivos de adoções. O valor da taxa deverá ser permanente utilizado, reajustando para mais ou para menos, sempre visando atingir a meta descrita para o fim do abandono.


Porque esterilizar só as fêmeas. Poderiam ser esterilizados só os machos. Melhor ainda, esterilizar os machos e as fêmeas.


Para exemplificar, vamos considerar a média de cinco filhotes de cães e gatos em cada gestação, que ocorre a cada seis meses, e que a fertilização ocorresse na totalidade das fêmeas. Vamos pensar que em um bairro existem 100 fêmeas e 100 machos. 1 - Esterilizando 80 machos (80% previstos) teremos 20 machos que poderiam fertilizar as 100 fêmeas, resultando a cada seis meses em 500 filhotes. 2 - Esterilizando 80 fêmeas, teremos 100 machos que poderiam fertilizar 20 fêmeas, resultando em 100 filhotes. 3 - Esterilizando 80 machos e 80 fêmeas teremos 20 machos que poderiam fertilizar 20 fêmeas, resultando em 100 filhotes. Conclusão  A -  Esterilizar só as fêmeas traz o mesmo resultado que esterilizar machos e fêmeas. B - Esterilizar só as fêmeas em relação a esterilizar só os machos reduz os nascimentos de 500 para 100.
Esterilizar também os machos, além de dobrar o investimento da Prefeitura nas “Esterilizações  iniciais de ajuste”, não se mostra necessário para atingir o objetivo de redução do abandono. As esterilizações serão voluntárias, e atingir a meta seria mais difícil se optássemos por esterilizar só os machos, considerando a resistência maior pela esterilização de machos, verificada nos mutirões e clínicas veterinárias.

4 - Quanto a castrar fêmeas. Sabe-se (comprovadamente) que de 80 a 90% das pessoas preocupadas com animais em todo o país são mulheres. Com absoluta certeza haverá restrição para esse conceito. O que será feito?

As restrições a castrar apenas as fêmeas existem porque não havia projeto específico confiável e viável capaz de reduzir o abandono a níveis mínimos. Com os argumentos do projeto da desnecessidade de castrar machos para atingir as metas de redução do abandono, não acredito que as restrições continuem. Aliás, o projeto não tem recebido críticas desta natureza.

5 - Porque a prefeitura deve executar o projeto - Sugiro que essa argumentação não pode ser teórica ou sonhadora... Para a prefeitura precisa-se de dados técnicos, estatística... A justificativa deve ser dada em números, não em textos!!! Quantos animais são resgatados hoje? Qual o custo exato? Qual o destino que se dá? Quanto custa isso hoje? Existem relatos de acidentes de transito causados por animais errantes? Quantos? Quanto custou? Existem relatos de mordeduras? Quantos? Quanto custou? Existem relatos de outras zoonoses? Quanto custou o atendimento? Existe a possibilidade de Leishmaniose na região?

Os argumentos utilizados são reais, não específicos porque o projeto se pretende genérico, para ser executado em todos os municípios com adaptações de fundo. Não são argumentos “sonhadores”. A forma de apresentação do texto de maneira clara e objetiva tem por finalidade convencer o Prefeito a executar o projeto. Acredito que descrever honestamente e com ética seja a melhor maneira de convencimento político. Não foram detalhes técnicos que nos convenceram a dedicar boa parte de nossas vidas a proteção dos animais. Detalhamentos técnicos neste caso são irrelevantes, os cinco itens descritos no item C são objetivos e diretos, como convém a um bom projeto. O item C-1, que descreve sem detalhar as economias para a prefeitura é convincente e verdadeiro. Convencido, o Prefeito se desejar poderá solicitar a técnicos isentos, não atrelados ao CCZ ou a Secretaria de saúde, para que detalhem os custos/benefícios financeiros. Vale notar que a relevância do item economia para a prefeitura tem peso relativo menor na decisão. Se executar o projeto não resultar em economias para a prefeitura, o fato de solucionar o sofrimento dos animais abandonados e suas conseqüências positivas em todos os sentidos é o mais relevante, ainda que os custos sejam o dobro ou o triplo do que atualmente é gasto nos canis dos CCZs para aprisionar/matar os animais. Acredito que o projeto como está é o suficiente para convencer os Prefeitos. No caso das metrópoles, onde a burocracia dos CCZ tem influência na administração e possuem tentáculos políticos relevantes, a batalha será árdua e longa. Um caminho que vislumbro é que ONGs protetoras de animais e correlatas, que não tenham vínculos com a burocracia e políticos incrustados no CCZ, elaborem um projeto técnico específico para cada grande município, mantendo a espinha dorsal do projeto “postos veterinários de proteção aos animais”, baseada no tripé “esterilização inicial de ajuste”, postos veterinários de proteção aos animais e participação cooperativa/parceira nos postos por protetores/ONGs (amigos do posto veterinário, etc.).

6 - Têm sido realizados muitos programas de esterilizações em CCZs e mutirões de Ongs, sem resultados eficientes na diminuição do abandono. Este dado não é indicativo que as esterilizações não têm relação direta com o abandono?

Que as esterilizações executadas em CCZs e nos mutirões de iniciativa de ONGs têm se mostrado incapazes de solucionar o abandono é evidente e salta aos olhos de todos que militam na proteção animal, todos os canis de CCZ lotados, todos os abrigos independentes sem vagas, e o número de animais abandonados aumentando.

Os projetos de esterilizações existentes são incapazes de solucionar o abandono porque executados sem planejamento geográfico e sem eficaz monitoramento posterior. Quando fazemos uma plantação nasce a planta e o mato. Se carpirmos o mato um pouco aqui, outro pouco ali, etc., em pouco tempo o mato cresce onde foi carpido, e nunca estaremos livres do mato. Temos que carpir toda a plantação em curto espaço de tempo, e nos mantermos sempre atentos fazendo novas pequenas capinas de controle, assim o mato estará controlado e a plantação dará frutos. O projeto “Postos veterinários de proteção aos animais” faz exatamente isto. Uma única vez, será executada as “Esterilizações iniciais de ajuste” esterilizando 80 % das fêmeas, assim carpimos o mato, e na pós-execução os postos veterinários estarão atentos fazendo o monitoramento dos abandonados, se necessário incrementado as esterilizações de controle. Diminuindo a natalidade não haverá as “sobras” e o abandono se manterá em níveis mínimos, facilmente absorvidos por adoções na própria comunidade, sem necessidade de programas intensivos de adoções.

7 - No projeto tem muitos apelos emocionais.

O componente emocional inserido, vivido no dia a dia pelos protetores de animais, visa tocar a sensibilidade existente nos humanos e haverá de ajudar na decisão do Prefeito para que o projeto seja executado. Estas afirmações são reais e verdadeiras, e justificam de per si a necessidade urgente de iniciativas eficientes para controlar a natalidade e o conseqüente abandono.

 8 - De onde se tirou que deve haver um posto veterinário de proteção aos animais para cada 25 mil habitantes humanos do município?

A determinação no projeto de um veterinário para cada 25 mil habitantes é resultado da observação prática, olhando especificamente na experiência do ccz de Ibaté SP município com 30 mil habitantes, que faz atendimento clínico veterinário com 10 consultas diárias no período da tarde, usando a manhã para castrações. Possui apenas uma veterinária em tempo integral, e uma assistente, usa o período da tarde para média de 10 consultas clínicas diárias, agendados ao meio dia, e a manhã para esterilizações. O exemplo pode ser o início de uma nova mentalidade no trato que o poder público dá aos animais domésticos. Pelas entrevistas com Ibateenses a demanda é muito maior, grosso modo seriam necessários três ou quatro veterinários para dar conta da demanda só da baixa renda, independente das clínicas particulares existentes na cidade. Desta observação prática se deduziu que a proporção mínima desejável para os postos é de um posto para cada 25 mil habitantes humanos. Foi pensado também que os postos são fundamentais para o monitoramento dos animais abandonados após as “esterilizações iniciais de ajuste”, de maneira que sua área física de atuação não pode ser muito extensa, sob pena de não atingir os objetivos de controle. Os  “postos veterinários de proteção aos animais” pretendem dar atendimento clínico mínimo, atualmente inexistente, beneficiando especialmente os casos mais graves de “animais de baixa renda”, que não vão a veterinário, por falta de dinheiro de seus “tutores”, hoje total e cruelmente desprezados de qualquer política pública.

9 - O atendimento de esterilização de baixo custo em mutirões já causa desconforto aos veterinários. O que causará ampliar para atendimento clínico gratuito? Em todo Brasil, milhares de veterinários serão contratados para trabalho fixo em tempo integral nos postos veterinários de proteção aos animais. As “Esterilizações iniciais de ajuste” beneficiarão os veterinários que participarão das equipes contratadas pela prefeitura. E para os outros Veterinários, quais os benefícios?


Se houver resistência, virá de veterinários preocupados em perder clientes, o que não ocorrerá, pois o atendimento nos postos irá atingir basicamente animais que normalmente não são encaminhados a veterinários. O atendimento nos postos é apenas clínico, sem exames complexos, radiografias, internações, etc. Quem já leva o animal a veterinário não irá usar os postos. Aumentará o atendimento nas clínicas particulares, considerando que haverá inúmeros encaminhamentos para exames e consultas de média e alta complexidade, que não serão realizados nos postos. Os programas de conscientização sobre proteção aos animais que serão planejados e executados pelos postos veterinários resultarão em aumento de consultas nas clínicas veterinárias particulares. 

10 - Item F-3 “Benefícios para a Prefeitura” - Economia com resgate, alojamento, tratamento e encaminhamento para adoção dos animais. Gastos com a manutenção de milhares de animais nos abrigos particulares irá diminuir. Cidade mais limpa. População com menos riscos a doenças contagiosas. Visitantes voltam e recomendam cidade que trata bem o animal.  Quanto vale isso? Porque não especificar monetariamente estes valores?

O projeto é genérico, para ser executado em todos os municípios. Os valores são muito variáveis para cada município. Se o Prefeito julgar necessário deverão ser levantados todos os valores monetários resultantes dos benefícios pela execução do projeto para um município específico. Vale lembrar que o investimento  para executar o projeto é de pequeno valor relativo. Muitos dos benefícios não têm valores financeiros evidentes. As cidades mais limpas, menores riscos de zoonoses, os valores éticos contemplados pela decisão de solucionar a dor e o sofrimento dos animais abandonados, as mortes e sofrimentos de humanos evitados pela diminuição dos acidentes de trânsito e outros envolvendo animais. Estes benefícios não têm preço e justificam por si mesmos a decisão do Prefeito pela execução deste projeto.

11 - O projeto calcula o número de esterilizações a serem feitas na “esterilização inicial de ajuste” em 6 % do número de habitantes humanos do município. Como se chegou a este percentual?

O percentual de 6 % do número de habitantes humanos do município, usado para calcular o número de esterilizações a serem feitas nas “esterilizações iniciais de ajuste’, foi deduzido da análise das instruções do Instituto Pasteur usadas pelos municípios para calcular o número de animas a serem vacinados nas campanhas de vacinação contra a raiva. O manual técnico do Instituto Pasteur - número 3, pág. 12. - ano 1999, diz - ”O planejamento da campanha de vacinação depende de uma cuidadosa estimativa da população canina. A Organização Mundial de Saúde considera que, em países emergentes, a proporção média varie de 1/10 a 1/6, ou seja, 10,0 a 16,7 % da população humana. Este é um parâmetro variável de município para município, podendo atingir valores de até 1 para 1. Ele varia, também, numa mesma cidade, de uma região para outra ou de um bairro para outro.”

Para encontrar o número total de animais do município usamos a média da recomendação da OMS = 13,35 % da população humana. Como serão castradas apenas as fêmeas, temos a metade = 6,68 %. O projeto prevê castrar apenas 80 % das fêmeas, então 6,68 x 0,80 = 5,34. Arredondou-se para uma média de 6 % o número de animais em relação à população humana do município, considerando as variações que existem neste percentual, para mais e para menos, de um município para outro.

Na pré-execução das “Esterilizações iniciais de ajuste” se fará o levantamento em todos os endereços de cada bairro, na semana que antecede as esterilizações, de todos os animais canino/felinos existentes. Os dados coletados servirão como censo animal, sendo utilizados na “esterilização inicial de ajuste” e nos anos seguintes usados pelos postos veterinários para eventuais esterilizações de controle, visando atingir e manter a meta de redução do abandono a níveis mínimos. 


12 - Porque o projeto não prevê a identificação dos animais através de chips e tatuagens?


A identificação de animais através de chips e ou tatuagens tem por finalidade ajudar a encontrar animais perdidos. O projeto prevê que os postos veterinários e os lares provisórios conveniados ou não, irão criar o blog municipal de animais encontrados /desaparecidos /adoção. Resgatado pelos postos ou por protetores, o animal deverá ser imediatamente fotografado e postado no blog, facilitando muito encontrar os perdidos. Solução prática, simples e eficaz, sem burocracias e de custo baixíssimo.

O custo para a prefeitura adquirir e colocar os chips em todos os animais, mais a criação e gestão do banco de dados, é maior que a execução integral do projeto “postos veterinários”.

J - Atualização, divulgação, etc.

1 - Atualização - Todas as sugestões e críticas para melhorar o projeto são bem vindas. Envie para fransonvegan@gmail.com. Grato.  Este texto será regularmente atualizado, siga este blog clicando em Seguir na barra lateral. Se necessário e a pedido este projeto pode ser melhor detalhado e referenciado. O autor está disponível para ajudar a coordenar a implantação.

2 - O que você pode fazer para implantar este projeto em seu município - Seja criativo, pense... O prefeito é quem decide. Não necessita lei, etc., depende exclusivamente da decisão do Prefeito. Se você conseguir convencer o Prefeito o projeto será executado. Os políticos adoram atender pedidos de grupos que representem grande número de votos. Organize e coordene um grupo de emails de simpatizantes em seu bairro ou município, um blog, Orkut, abaixo assinado, etc.

3 - Organize o grupo Família amigos dos animais de ..." - Inicie já a organização em seu município ou bairro do grupo "Família amigos dos animais de .....(Seu município ou bairro)", para 'convencer' o Prefeito de sua cidade a executar o projeto. Clique aqui - Manual 'Como iniciar uma família amigos dos animais. O grupo poderá auxiliar na execução do projeto e após a implantação dos postos, será fundamental para que alcancem os objetivos propostos.

4 - Campanha nacional permanente - “Fecha canil do CCZ - Tortura nunca mais”
Eu aderi. (cole o slogan/link no email, blog, seja criativo).
5 - Versão impressa - Os leitores da versão impressa encontrarão atualizações e inúmeros links de detalhes na versão digital,  no blog que hospeda o projeto  -  http://amigosdosanimaisdetatui.blogspot.com/2011/02/solucao-definitiva-para-o-sofrimento.html 

6 - Divulgue - Autorizado gratuitamente a cópia, tradução, reprodução, uso, etc., por pessoas, ongs, mídia, prefeituras, etc. Envie para Prefeitos, Vereadores, Promotores Públicos, Jornalistas, Protetores de animais, Autoridades em geral,  e a todos seus contatos de boa índole. Divulgue também o manual como 'convencer' o prefeito. Se encontrar solo fértil salvará milhões de inocentes da morte e crueldade nas garras de humanos sem coração nem ética. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Grupo para discussões sobre o projeto 'Postos veterinários" 
Como "convencer" o Prefeito a executar o projeto - Seja bem vindo - Participe.


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Grato aos protetores que enviaram sugestões e críticas ao projeto.
 
Veja nos olhos de cada animal abandonado o agradecimento sincero pela contribuição que fizeram para o fim do holocausto em que vivem, nas ruas e em todos os canis municipais - CCZ.

Amadurecemos, estamos prontos para a batalha de convencer os prefeitos a executá-lo. Do menor ao maior município, a luta começa agora.

Faremos história como a geração libertadora dos animais abandonados.

Nada será fácil. Bem vindo aos grandes desafios...!!!!

Vale lembrar - Alcançar o objetivo de reduzir o abandono ao mínimo, só será possível se o projeto for executado baseado no tripé - 1 - Esterilização inicial de ajuste, planejada. 2 - Implantação dos postos veterinários de proteção aos animais. 3 - Acompanhamento dos postos veterinários pelos protetores "amigos do posto veterinário" ONGs, etc.

Será fatal o erro de executar a "esterilização de ajuste inicial" sem os postos, será fatal se não houver acompanhamento parceiro dos protetores junto aos postos.

Alcançado os fins do projeto, teremos que manter a vigilância e o monitoramento parceiro junto aos postos veterinários. Sem alardes, será o fim dos canis de CCZ.

Além do sonho realizado, nós e nossos filhos e netos protetores poderão se dedicar a tantas outras lutas para proteger os animais. - Comércio, Tráfico, Rinhas, Tração, Rodeios, Consumo, Rituais, Farra do Boi, Circos, Peles, Testes, etc.

A batalha para fechar todos os canis de CCZ terá sido vencida. Nossos netos não continuarão a chorar pelos abandonados e/ou aprisionados.

Sugiro que centralizemos nosso foco na luta pela execução do projeto, a dispersão enfraquece.

Continuaremos sempre aperfeiçoando o projeto com a colaboração de todos, continuem nos enviando sugestões/críticas. Durante a execução irão surgir dificuldades que peço sejam partilhadas para aprimorar o projeto. O blog será a âncora do projeto.
Vamos manter contato.

Boa sorte a todos nós,